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Reencontro histórico une povos originários do Acre e do Peru após 103 anos de separação

A comunidade de Limoncocha, às margens do rio Tapiche, no nordeste do Peru, foi palco de um reencontro histórico entre os povos indígenas Nawa, do Acre, e Kapanawa, do Peru. Após 103 anos de distanciamento, documentado pela última vez em 1922, os dois povos, que compartilham a mesma origem linguística e cultural, celebraram a retomada de laços ancestrais em uma cerimônia marcada por emoção e compromisso com a preservação de sua identidade. O evento ocorreu no último dia 18 de setembro, mas só foi divulgado nesta terça-feira (23) pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). O encontro contou com o apoio da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) e da Rainforest Foundation Noruega (RFN-Peru), e reuniu lideranças como o cacique Railson Nawa, a professora Lucila Nawa, o agente de monitoramento territorial Virlandio Nawa e o servidor indígena da Funai Ykaruni Nawa, todos do povo Nawa, além do professor Humberto Sachivo, do povo Kapanawa, que conduziu o encontro.

O reencontro teve como objetivo principal reavivar os laços culturais e linguísticos entre os dois povos, separados pela fronteira entre Brasil e Peru. “Viemos reavivar nossas origens. Os nossos parentes Kapanawa compartilham muito da mesma língua, porém no Peru eles são fluentes, e no Brasil, nós não somos mais – temos apenas palavras. Queremos reavivar o pouco da língua que conseguimos guardar”, destacou Lucila Nawa, bisneta de Mariruni, uma figura central na história dos Nawa e considerada a última ancestral Kapanawa no Brasil.

A conexão entre os dois povos é confirmada por registros históricos. Em 1922, o livro O Juruá Federal: o território do Acre, de José Moreira Brandão Castello Branco Sobrinho, relata um diálogo com Mariruni, que se identificava como Kapanawa. Anos depois, em 1943, o etnólogo Curt Nimuendaju reforçou a relação entre os Nawa e Kapanawa em seu mapa etnolinguístico do Brasil e regiões adjacentes. “No Brasil, fomos nomeados erroneamente como Nawa, no período do contato por volta de 1903, mas nossa ancestral Mariruni era Kapanawa. Ela deixou esse registro”, explicou Ykaruni Nawa.

Para tornar o reencontro possível, os Nawa enfrentaram uma verdadeira odisseia. Partindo do extremo da região do Juruá, no Acre, a delegação passou por Brasília, Lima, Iquitos, Requena, Santa Elena e Fátima, no alto rio Tapiche, no Peru, em uma viagem que durou cinco dias ininterruptos, com paradas apenas para descanso. “Foi muito esforço chegar até aqui. São cinco dias seguidos de viagem saindo da minha aldeia. Se ajustarmos as coordenadas geográficas, conseguimos chegar aqui na comunidade Limoncocha por dentro da mata. Nosso território não está distante”, afirmou o cacique Railson Nawa, que já planeja um novo encontro, desta vez cruzando a floresta para reduzir o trajeto.

O reencontro culminou na assinatura da Carta de Limoncocha, um documento coletivo que reforça a identidade compartilhada entre Nawa e Kapanawa e destaca a necessidade de intercâmbios constantes, fortalecimento cultural e linguístico, além de trocas de informações sobre os territórios na região de fronteira.

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