Um vídeo que circula nas redes sociais despertou a curiosidade dos internautas ao revelar, em detalhes, a impressionante anatomia do Poraquê (Electrophorus electricus), o famoso peixe-elétrico típico da região amazônica. Nas imagens, um homem abre o peixe e mostra de perto a estrutura biológica responsável por gerar as potentes descargas elétricas que consagraram a espécie. O peixe utiliza essas descargas elétricas que podem passar de 600 volts.
Durante a gravação, o homem aponta para as chamadas placas elétricas (ou eletroplacas) que compõem os órgãos do peixe. Ele chega a gerar pequenas faíscas visíveis ao tocar uma dessas estruturas internas, ilustrando o potencial de energia que o animal armazena mesmo após a captura.
O homem explica que é fundamental ter extremo cuidado ao manipular o peixe, uma vez que o mecanismo de defesa continua ativo e pode causar acidentes graves.
“É preciso ter muito cuidado durante o manuseio para evitar choques”, adverte o homem.
O Poraquê é amplamente conhecido na Amazônia por possuir três órgãos elétricos especializados (o órgão principal, o órgão de Hunter e o órgão de Sachs). Juntos, eles funcionam como uma verdadeira bateria viva. O peixe utiliza essas descargas elétricas para duas funções vitais no seu habitat, uma é afastar potenciais predadores que ameacem sua vida e outra é atordoar pequenos peixes e crustáceos para facilitar a alimentação.
A capacidade do Poraquê de gerar choques que, em espécimes grandes, podem passar de 600 volts continua sendo um dos fenômenos mais fascinantes da rica biodiversidade amazônica.


















