As buscas pelo corpo do menino Davi chegaram ao sexto dia nesta sexta-feira, na praia do Rio Juruá, no Estirão do Remanso, com ações intensificadas e apoio de uma retroescavadeira e da equipe do Gefron (Grupo Especializado de Fronteira). O tenente Alisson Rogério, do Corpo de Bombeiros, detalhou à reportagem do Juruá 24 Horas o andamento da operação.
Segundo o tenente, a equipe atua no local desde as primeiras horas após o desaparecimento, com quatro mergulhadores realizando buscas diárias. “Todos os dias que estivemos aqui, fizemos mergulho em uma área de mais de 800 metros varrida, utilizando das mais diversas técnicas, tanto leque como varredura. Estamos utilizando toda a nossa técnica e todo o material possível”, afirmou.
Nesta sexta-feira, a operação contou com reforço adicional. “Hoje nós estamos com apoio do Gefron, auxiliando também, a Marinha do Brasil, nossos mergulhadores estão na água também. A população também tem ajudado bastante, a Defesa Civil municipal também está fornecendo apoio. A gente está com uma máquina escavadeira em cima de uma balsa, do governo também”, relatou o tenente, destacando o esforço conjunto entre diferentes instituições.
Alisson Rogério reforçou o compromisso da corporação com a família da vítima. “Hoje é o sexto dia de operação, estamos aqui apoiando a família, os familiares também. Então, o nosso trabalho aqui é obter êxito. Infelizmente, até o momento não tivemos êxito na busca do pequeno Davi. O José foi encontrado, e esperamos sim que o corpo da criança seja encontrado. Ainda continuamos nas buscas”, afirmou.
Questionado sobre o equipamento de sonar utilizado pela equipe do Gefron, o tenente explicou o funcionamento da tecnologia. “A gente solicitou o apoio do Gefron justamente por causa desse equipamento, que eles têm, de alta tecnologia, que pode auxiliar a dar a profundidade, onde tem 10 metros, 8 metros, e nós esperamos que auxilie nas buscas”, detalhou.
Sobre a metodologia de trabalho com o sonar, Alisson explicou que o equipamento atua como ferramenta de triagem antes da entrada dos mergulhadores na água. “A embarcação munida desse equipamento tecnológico vai passando pelos pontos, e onde tiver algum ponto de interesse, alguma coisa ali que a gente suspeite que pode ser, aí nossos mergulhadores vão até submersos, até o fundo do rio, para verificar”, concluiu.



















