Familiares de Francisco Gama Carneiro, conhecido como Kiko, morto a tiros no bairro da Várzea, em Cruzeiro do Sul, divulgaram manifestações nas redes sociais para contestar informações publicadas após o crime e apresentar relatos sobre a vida que ele levava nos últimos anos.
Francisco foi morto após ser atingido por diversos disparos de arma de fogo. Segundo relatos divulgados pela polícia , foram cerca de 25 tiros. O caso é investigado pelas autoridades.
A irmã de Francisco, Bethânia Gama, afirmou que o irmão havia gravado, em 2018, um vídeo no qual dizia estar deixando uma facção criminosa. Segundo ela, depois daquele período, Francisco teria se afastado desse ambiente e passado a frequentar uma igreja da denominação Metodista Wesleyana.
Bethânia também contestou informações de que o irmão teria deixado o crime e posteriormente retornado. De acordo com o relato dela, Francisco era comerciante, pai de família e participava de atividades religiosas e projetos sociais voltados a pessoas necessitadas.
“Vamos falar a verdade de quem ele era, de quem ele estava sendo, não o que o passado dele”, afirmou Bethânia.
A irmã também pediu que informações sobre o caso sejam divulgadas com base em apurações e que a família seja ouvida antes da publicação de relatos sobre a vida de Francisco.
Ela negou ainda informações que, segundo afirmou, estariam circulando nas redes sociais sobre supostas dívidas e declarações atribuídas à esposa da vítima.
“Eu só quero é que poste a verdade. A verdade é essa, porque era para ter procurado a família”, disse.
Bethânia afirmou que a família espera a identificação e responsabilização dos envolvidos na morte de Francisco. Ela também declarou que os familiares estão realizando uma campanha de oração durante o período de luto.
Filha publica homenagem ao pai
A filha de Francisco, Hellen, também publicou uma mensagem nas redes sociais em homenagem ao pai. No texto, ela falou sobre a relação entre os dois e sobre a dificuldade de lidar com a perda.
Hellen lembrou momentos da infância e afirmou que se sentia segura ao lado do pai. Ela também contou que um dos sonhos de Francisco era vê-la se casar e que ela imaginava ter o pai ao seu lado nesse momento.
“Você foi meu primeiro amor”, escreveu.
Na mensagem, Hellen afirmou que as brincadeiras, conversas e risadas que viveu com o pai permanecerão guardadas na memória.
“Eu te amo, pai. Eu te amo hoje, amanhã e para sempre. E nunca vou esquecer o quanto você me amava”, declarou.
A família afirma que pretende continuar cobrando esclarecimentos sobre a morte de Francisco Gama Carneiro e pede que a memória dele seja apresentada também a partir da convivência familiar e religiosa dos últimos anos.



















