O estado do Acre registra uma tendência de aumento nas internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associadas ao rinovírus, além de apresentar um leve sinal de crescimento nos casos graves decorrentes de Covid-19, embora este último permaneça em patamares baixos de incidência. Os dados constam na mais recente atualização do boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com base nos registros compilados até a 39ª semana epidemiológica de 2026.
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O levantamento epidemiológico incluiu Rio Branco no grupo de cinco capitais brasileiras que apresentam atividade de SRAG classificada nos níveis de alerta, risco ou alto risco nas duas últimas semanas avaliadas, apresentando curva de ascensão contínua ao longo das últimas seis semanas. O mesmo patamar de atenção foi identificado em Aracaju (SE), Porto Alegre (RS), São Luís (MA) e Vitória (ES).
Predomínio do rinovírus e panorama viral
Nas quatro semanas epidemiológicas mais recentes avaliadas pela Fiocruz, o rinovírus foi o responsável por 52,5% dos casos positivos de SRAG com identificação viral em âmbito nacional. O vírus sincicial respiratório (VSR) representou 15,8% dos registros, seguido pela influenza B (6,5%), Sars-CoV-2 (4,5%) e influenza A (2,7%).
O avanço do rinovírus observado no território acreano repete-se em outras unidades da federação, como Distrito Federal, Maranhão, Minas Gerais, Paraná, São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Em relação à Covid-19, a discreta oscilação positiva verificada no Acre foi notada também em São Paulo, Mato Grosso, Goiás e no Distrito Federal, sem indicar, até o momento, mudança no quadro de baixa incidência em escala nacional.
No acumulado do ano de 2026, o Brasil notificou 161.053 ocorrências de SRAG, das quais 86.534 (53,7%) confirmaram infecção por algum vírus respiratório. No somatório anual, o VSR lidera os diagnósticos positivos com 40%, seguido pelo rinovírus (32,5%), influenza A (16,2%), influenza B (5,5%) e Covid-19 (3,8%).
Faixas etárias vulneráveis e orientações de imunização
O boletim destaca que as notificações de SRAG demandam atenção redobrada dos serviços de saúde, com maior incidência hospitalar concentrada em crianças de até dois anos — faixa etária mais afetada por rinovírus, VSR e metapneumovírus. Por outro lado, a letalidade mostra-se mais expressiva na população com 65 anos ou mais, segmento em que as complicações e óbitos decorrem principalmente de infecções por VSR, rinovírus e influenza A.
Diante do cenário, a Fiocruz orienta que a população mantenha o esquema de vacinação atualizado, com foco nos grupos prioritários para as doses de reforço contra a Covid-19. Para as gestantes, as autoridades sanitárias reforçam a importância da imunização contra o VSR como mecanismo para conferir proteção imunológica aos bebês e prevenir infecções pulmonares severas. A recomendação inclui a busca imediata por atendimento médico caso ocorra agravamento de sintomas respiratórios.



















