O desaparecimento da bebê de nove meses em Manoel Urbano, no interior do Acre, completa 35 dias nesta quinta-feira, 29, sem qualquer nova informação que possa dizer o que teria acontecido e indícios da localização da criança.
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Segundo a investigação, o tio da criança é apontado como o principal suspeito. O homem foi preso nas proximidades do local do desaparecimento e apresentava sinais de uso de substância ilícita. Em depoimento, o familiar afirmou não se lembrar do que teria feito ou onde teria deixado a sobrinha.
A Polícia Civil informou, no início de outubro, ao portal A GAZETA, que a investigação continuava em andamento, mas não cedeu detalhes do caso. Em contato com as equipes do Corpo de Bombeiros do município, o portal apurou que as buscas foram encerradas no dia 29 de setembro, após cinco dias de busca na área de mata em que a bebê despareceu.
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Ainda de acordo com informações, o caso mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros, cães farejadores, Polícia Civil, Polícia Militar e voluntários.
Durante a operação, as equipes envolvidas realizaram uma varredura em uma área superior a 3,1 milhões de metros quadrados. Entre 25 e 29 de setembro, quatro bombeiros percorreram aproximadamente 401 quilômetros.
O tio da criança é apontado como suspeito de tê-la retirado da residência onde estava. Após ser preso, ele teria afirmado que sob efeito de drogas e que não se lembrava de onde havia deixado a bebê.
MPAC cobrou continuidade das buscas
Em 28 de setembro, a Vara Única da Comarca de Manoel Urbano determinou, após solicitação do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), a continuidade das buscas pela criança, com atuação conjunta dos órgãos de segurança e do Conselho Tutelar.
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No entanto, após receber informações de que as buscas em campo haviam sido encerradas, o MPAC informou, em 15 de outubro, que havia solicitado esclarecimentos urgentes aos órgãos responsáveis sobre a situação das diligências e o cumprimento da decisão judicial.
Mãe da criança foi presa por suspeita de abandono de incapaz
A mãe da bebê foi presa em 27 de setembro, sob suspeita de abandono de incapaz. Conforme apurado, ela teria deixado a residência para comprar bebidas enquanto a criança permanecia no local.
Em meio ao andamento do processo, a Justiça também determinou medidas de proteção para os dois irmãos da criança, de aproximadamente 2 e 6 anos, com acompanhamento da rede de proteção.


















