Familiares da médica Elyne de Assis Nogueira realizam, às 17h desta sexta-feira (6), um ato público de mobilização em frente ao Pronto-Socorro de Rio Branco. A manifestação pede celeridade e transparência na apuração do assassinato da profissional de saúde, ocorrido no município de Brasiléia, no interior do Estado do Acre.
A mobilização ganhou adesão e divulgação institucional nas redes sociais da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Acre (Adufac). De acordo com a representante da entidade, Raquel Ishii, a associação apoia a divulgação do protesto a pedido da própria família de Elyne, esclarecendo que a iniciativa e a organização partiram dos familiares da vítima.
A convocação circula como “Justiça por Elyne” e “Não podemos ficar em silêncio!”. A concentração dos participantes foi marcada na área externa próxima à Churrascaria do Oscar, ponto localizado nas imediações da unidade hospitalar. Segundo a organização do ato, a escolha do local exato busca evitar a interrupção da rotina de atendimentos médicos e o fluxo de ambulâncias na entrada principal do Pronto-Socorro.
Em mensagem encaminhada à representação docente, os familiares informaram que a decisão de organizar a manifestação imediata ocorreu após o recebimento de relatos sobre a tramitação de um pedido de transferência do advogado Valadares, apontado nas investigações como o suposto mandante do homicídio.
A possibilidade de alteração no local de custódia do investigado motivou preocupação entre os parentes da médica, que cobram a manutenção da igualdade de tratamento perante o sistema de Justiça.
“Não podemos aceitar que a influência ou o poder de uma família estejam acima da lei. A justiça precisa valer para todos, sem privilégios, sem dois pesos e duas medidas”, destacou a mensagem da família no comunicado.

















