A história de Gladson Cameli é, acima de tudo, a prova de que sonhos de infância, quando cultivados com propósito, podem atravessar o tempo e ganhar forma na realidade.
Foi em Cruzeiro do Sul, no interior do Acre, que tudo começou. Ainda menino, nos corredores da Escola São José, entre cadernos e lições simples, Gladson já ensaiava aquilo que o destino confirmaria anos depois: o desejo de entrar para a política e, um dia, governar o seu estado.
A vocação ganhou ainda mais força dentro de casa. Quando o tio, Orleir Cameli, assumiu o governo do Acre, a política deixou de ser apenas um sonho distante e passou a pulsar no cotidiano do jovem Gladson. Não demorou para que o menino fosse visto com outros olhos aos 12 anos, já era chamado, em tom de brincadeira e admiração, de “deputado”.
O tempo passou, mas o sonho permaneceu intacto.
Como tantos acreanos, precisou sair de sua cidade natal em busca de oportunidades. Estudou, formou-se, ampliou horizontes. Mas nunca se afastou daquilo que o movia desde cedo: o compromisso com o Acre.
E foi em Rio Branco, coração político do estado, que esse sonho ganhou forma definitiva. Gladson foi deputado federal por dois mandatos, chegou ao Senado e, mais tarde, alcançou o cargo máximo do Executivo estadual tornando-se governador do Acre por duas vezes.
Agora, ao anunciar que deixará o governo no dia 2 de abril de 2026, quando transmitirá o cargo à vice-governadora Mailza Assis, encerra um ciclo carregado de significado.
“Servir ao Acre tem sido a maior honra da minha vida pública”, declarou.
Ao longo da gestão, enfrentou desafios, especialmente na área financeira, e afirma entregar um estado com contas equilibradas, salários em dia e obras em andamento em todos os municípios.
Mas, para além dos números, sua trajetória carrega um simbolismo que ultrapassa a política.
A despedida não é apenas o fim de um mandato é o fechamento de uma história que começou com um menino de escola pública, em Cruzeiro do Sul, e alcançou seu ápice no Palácio Rio Branco.
Uma história que ajuda a explicar por que Gladson Cameli se tornou um dos nomes mais populares da política acreana.
Mais do que cargos — deputado federal, senador, governador —, sua trajetória representa um fenômeno construído ao longo do tempo: o de alguém que transformou sonho em destino.
E agora, ao deixar o governo, não encerra sua caminhada. Apenas vira a página levando consigo a certeza de que aquele menino, que um dia sonhou em ser governador, conseguiu.


















