Uma mulher de 74 anos foi presa pela Polícia Civil de São Paulo, na cidade de Campinas, ao tentar comprar uma caminhonete de R$ 200 mil usando dólares falsos. O caso ocorreu na sexta-feira, 13, em um centro comercial do município do interior paulista. Cerca de US$ 680 mil em notas falsificadas foram encontradas com a idosa.
O setor de inteligência da Delegacia de Investigações Gerais de Campinas recebeu a informação de que uma transação financeira, envolvendo valores significativos com pagamento em espécie, ocorreria em um centro comercial localizado na Rua Conceição.
Os policiais permaneceram em campana no endereço e abordaram a compradora do veículo, que foi identificada como Regina Celli Jorge Domingos. A mulher também é a principal suspeita em um caso de estelionato que terminou em uma confusão generalizada e envolveu Jânio Quadros Neto, neto do ex-presidente da República.
Ao abordarem Regina, a mulher mostrou uma identidade falsa. Com ela, os policiais encontraram primeiro US$ 40 mil em notas falsas. Posteriormente, encontraram o montante que totalizou US$ 680 mil em dinheiro falsificado.
— Ela já tinha antecedentes por casos idênticos a esses desde 2021. Estava em liberdade provisória, com restrições, mas isso não a impediu de continuar a praticar os golpes. Foi presa também por uso de documento falso, apresentou um documento do Maranhão com uma qualificação diferente da verdadeira, e também por associação criminosa, porque ela atuou em parceria com um outro homem que foi preso na mesma oportunidade. Uma outra comparsa conseguiu fugir — explica o delegado responsável pelo caso, Marcel Fehr.
O segundo suspeito tinha 60 anos de idade. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o caso foi registrado como associação criminosa, uso de documento falso e estelionato. A mulher e o homem foram presos em flagrante e o caso segue em investigação. O GLOBO tenta contato com a defesa de Regina Celli Jorge Domingos.
Confusão com neto de Jânio Quadros
Uma negociação de moedas estrangeiras que deveria ser uma operação rotineira terminou em violência e caso de polícia para Jânio Quadros Neto, neto do ex-presidente da República. Em 27 de janeiro deste ano o economista foi agredido em via pública após um desdobramento de um suposto golpe de R$ 70 mil, ocorrido em um centro comercial no Jardim São Luiz, Zona Sul de São Paulo.
O episódio teve início quando Jânio Neto intermediou a aquisição de dólares para um amigo, Marcus Vinicius Silva Caetano. A transação seria realizada com uma mulher que se identificava como “Ana”, mas que a Polícia Civil, por meio de sistemas de reconhecimento facial, já identificou como Regina Celli Jorge Domingos, a mesma mulher presa em Campinas na semana passada.
De acordo com os depoimentos colhidos no 11º DP (Santo Amaro), Jânio e um amigo, Ricardo Jordan, subiram até o 6º andar de um prédio na Avenida Maria Coelho Aguiar para concretizar o negócio. Marcus Vinicius, o dono do montante, aguardou no veículo. No escritório, a suposta vendedora recolheu os R$ 70 mil, transportados em uma mochila e, sob o pretexto de buscar o dinheiro, deixou sua própria bolsa sobre a mesa como garantia.
Após 30 minutos de espera, a dupla percebeu o prejuízo: a bolsa deixada pela mulher estava vazia. Ao tentarem rastreá-la na recepção, descobriram que a suspeita sequer havia utilizado o nome real para ingressar no edifício.
Dentro do carro, ao saber do sumiço do dinheiro, Marcus Vinicius teria entrado em confronto com os outros. A partir daí, os relatos divergem: Marcus afirma que Ricardo fugiu do carro em movimento e que precisou conter Jânio, acionando a Polícia Militar logo em seguida.
A versão de Jânio é que o amigo entrou em surto de desconfiança e tomou o celular de Ricardo. Ao tentar sair do veículo, Jânio diz ter sido confundido com um assaltante por pedestres na Avenida João Dias, sofrendo agressões físicas.
Ferido, o neto do ex-presidente precisou de atendimento médico na UPA Campo Limpo antes de seguir para a delegacia. Ricardo, que inicialmente saltou do veículo por medo, retornou ao local para socorrer Jânio ao notar o linchamento.


















