Proposta de Emenda à Constituição (PEC 38/2025) retira direitos históricos dos servidores e abre caminho para a precarização do serviço público; apoio dos deputados acreanos é visto como traição à classe trabalhadora.
A PEC 38/2025, conhecida como Reforma Administrativa, tem sido amplamente criticada por servidores públicos, sindicatos e especialistas por representar um duro golpe aos direitos dos trabalhadores do serviço público.
Sob o discurso de “modernização” e “eficiência”, a proposta enfraquece garantias fundamentais, reduz a estabilidade funcional e transforma carreiras sólidas em vínculos temporários e precários.
Mesmo diante das críticas e da mobilização nacional contra a medida, os deputados acreanos Zé Adriano (PP) e Zezinho Barbary (PP) optaram por assinar a lista de apoio à tramitação da PEC, posicionando-se, na prática, ao lado de uma agenda que retira direitos e desvaloriza o servidor público brasileiro.
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O que muda com a PEC da Reforma Administrativa
A proposta altera pilares centrais do serviço público brasileiro.
Entre os principais pontos estão:
• Fim da estabilidade automática: apenas parte dos servidores manteria estabilidade, e a permanência no cargo dependeria de avaliações de desempenho.
• Extinção de benefícios conquistados historicamente, como:
• Adicional por tempo de serviço (anuênios e triênios);
• Licença-prêmio;
• Progressões automáticas por tempo de trabalho.
• Criação de vínculos precários, com contratos temporários e sem garantia de estabilidade;
• Ampliação do poder dos gestores, que poderiam movimentar servidores entre funções e órgãos sem critérios claros.
Para especialistas, essas medidas retiram a proteção que impede perseguições políticas e favorece a continuidade de políticas públicas, colocando em risco a autonomia técnica e o compromisso social do Estado.
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Ataque direto aos servidores e ao serviço público
A PEC impacta professores, profissionais da saúde, policiais, técnicos e servidores administrativos de todas as esferas.
Esses trabalhadores, que garantem o funcionamento dos serviços essenciais, passariam a viver sob constante insegurança e ameaça de demissão, dependendo de avaliações subjetivas e metas estabelecidas por gestores políticos.
Sindicatos classificam a proposta como um ataque direto ao servidor público e aos direitos trabalhistas conquistados com décadas de luta.
“Essa reforma não moderniza o Estado — ela destrói o serviço público e penaliza quem trabalha para o povo brasileiro”, afirmam representantes de entidades nacionais.
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Deputados acreanos do PP de um lado — trabalhadores do outro
A assinatura dos deputados Zé Adriano e Zezinho Barbary em apoio à PEC foi recebida com indignação por servidores e sindicatos no Acre.
Para as categorias, o gesto expõe o alinhamento político dos parlamentares com interesses que contrariam os trabalhadores, em vez de defender quem mantém as escolas, hospitais e repartições funcionando.
Ao subscreverem a proposta, os dois parlamentares se colocam do lado de uma agenda que enfraquece o serviço público, comprometendo a valorização profissional e a qualidade dos serviços oferecidos à população.
“O que está em jogo não é apenas o salário do servidor, mas o futuro do Estado e a prestação de serviços de qualidade à sociedade”, destacam as entidades.
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Entre a eficiência e o desmonte do Estado
A PEC 38/2025, embora apresentada com a promessa de “eficiência e modernização”, na prática representa uma guinada liberal que trata o servidor como custo e não como investimento público.
Especialistas lembram que estabilidade e carreira são mecanismos de proteção da sociedade contra o uso político da máquina pública — e não privilégios pessoais.
Ao apoiarem a medida, Zé Adriano e Zezinho Barbary assumem um posicionamento político contrário aos trabalhadores, reforçando a percepção de que estão ao lado de uma reforma que desmonta o serviço público e ameaça a segurança de quem serve à população.
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📌 Em resumo:
A PEC 38/2025 é vista por grande parte da sociedade como uma das maiores ameaças já apresentadas aos servidores públicos.
E, ao se unirem aos defensores da proposta, Zé Adriano e Zezinho Barbary se colocam do lado oposto da classe trabalhadora, apoiando um projeto que retira direitos, enfraquece o Estado e desvaloriza quem dedica sua vida ao serviço público.


















