Vírus Nipah volta a preocupar autoridades e coloca países da Ásia em alerta
Doença rara e altamente letal não tem vacina nem cura; mais de 100 pessoas estão em quarentena na Índia
Um novo surto do vírus Nipah reacendeu o alerta das autoridades de saúde na Ásia. A Índia enfrenta novos casos da doença, considerada rara, porém extremamente perigosa, com potencial de causar infecções graves e alta taxa de mortalidade. O vírus foi identificado pela primeira vez em 1999 e, desde então, já provocou diversos surtos na região.
No estado indiano de Bengala Ocidental, cerca de 110 pessoas foram colocadas em quarentena após terem contato com casos confirmados da doença. A medida foi adotada depois que dois profissionais de saúde precisaram ser tratados no início de janeiro, mesmo tendo apresentado testes negativos inicialmente.
O que é o vírus Nipah
O vírus Nipah pode provocar infecções respiratórias agudas e encefalite, que é o inchaço do cérebro. A transmissão ocorre entre humanos e também de animais para pessoas, principalmente por meio de morcegos e porcos, considerados reservatórios naturais do vírus.
Atualmente, não existe vacina nem tratamento específico para a doença. O atendimento médico é feito apenas com tratamento de suporte, voltado para o controle dos sintomas e acompanhamento clínico.
Sintomas e evolução
A infecção pode se manifestar de forma assintomática, mas também pode evoluir rapidamente para quadros graves. Os sintomas iniciais mais comuns incluem:
• Febre
• Dor de cabeça
• Dor muscular
• Vômitos
• Dor de garganta
Com a progressão da doença, alguns pacientes apresentam:
• Tontura
• Sonolência
• Alterações do nível de consciência
• Sinais neurológicos
Nos casos mais graves, podem ocorrer:
• Pneumonia atípica
• Síndrome do desconforto respiratório agudo
• Convulsões
• Coma em um período de 24 a 48 horas
O período de incubação varia entre 4 e 14 dias, podendo chegar a 45 dias em situações específicas.
Alta letalidade preocupa
A taxa de letalidade do vírus Nipah é considerada extremamente alta e pode chegar a 75%, dependendo do surto, da rapidez no diagnóstico e do acesso ao atendimento médico adequado.
Diante do avanço do surto, países vizinhos à Índia intensificaram medidas de vigilância sanitária, incluindo reforço em aeroportos e monitoramento de viajantes, com o objetivo de evitar a disseminação internacional da doença.
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📌 Redação Cipó News



















