Na manhã desta quinta-feira, 02, o prefeito Zé Luiz reuniu, em caráter de urgência, secretários municipais e vereadores no auditório da Prefeitura de Mâncio Lima para tratar sobre a situação crítica provocada pela cheia do Rio Moa, que não para de subir. Os efeitos das fortes chuvas atingem não apenas os rios Moa e Azul, mas também diversas comunidades ribeirinhas e rurais do município, causando alagamentos e prejuízos significativos.
De acordo com a régua de medição instalada no Rio Moa, o nível das águas chegou a 6,30 metros, ultrapassando em 10 centímetros a cota de transbordo, que é de 6,20 metros. A cota de alerta é de 5,80 metros. A elevação do rio, influenciada também pelo transbordamento do Rio Juruá, já afeta diretamente mais de 480 famílias, muitas delas com casas alagadas e perdas na produção agrícola.
Como resposta imediata, a Prefeitura já iniciou o envio de equipes da Defesa Civil, Saúde e Assistência Social para prestar os primeiros atendimentos às famílias atingidas. Durante a reunião, foi definida a publicação de um Decreto de Situação de Emergência, com base no plano de trabalho da Defesa Civil Municipal.
O prefeito Zé Luiz destacou a gravidade do momento e a necessidade da medida: “Decretar situação de emergência não é o que um gestor quer, mas a necessidade obriga. Estamos vivendo uma situação delicada e complicada. Muitas famílias estão com suas casas alagadas e perderam suas produções. Quem mora no interior sabe da dificuldade, principalmente na questão da água potável e da saúde. Com esse decreto, vamos buscar apoio do Governo Federal para amenizar esse sofrimento. Não resolve tudo, mas ajuda. Nossa gestão vai estar próxima dessas comunidades, já estamos nos organizando para levar o apoio necessário dentro das nossas condições.”
O decreto considera as fortes chuvas dos últimos dias, que provocaram a elevação significativa dos rios Azul e Moa, além do transbordamento de igarapés na zona rural. A situação resultou em inundações em áreas urbanas, rurais e ribeirinhas, atingindo residências, propriedades, vias de acesso e comprometendo serviços essenciais. A medida declara situação de emergência nas áreas afetadas e terá validade de 180 dias, podendo ser prorrogada caso o cenário persista.
O coordenador da Defesa Civil Municipal, Enilson Puyanawa, explicou os próximos passos.
“Vamos solicitar o reconhecimento federal da situação de emergência. A partir disso, será elaborado um plano de trabalho para buscar recursos e garantir atendimento às famílias com cestas básicas e água potável. O município sozinho não tem capacidade financeira para atender toda essa demanda, por isso precisamos desse apoio para minimizar os impactos das inundações”, disse.
O presidente da Câmara de Vereadores, Zeca, também se manifestou, reforçando o apoio do Legislativo: “Este não é momento de aplausos, mas de arregaçar as mangas e buscar respostas para as famílias que estão sofrendo. A Câmara estará junto com a gestão, tomando decisões urgentes, porque a população precisa de ajuda agora”, finalizou Zeca do Pentecostes.
A gestão municipal segue em alerta e intensificando as ações para reduzir os impactos da cheia, garantindo assistência às famílias e buscando apoio estadual e federal para enfrentar a situação.
Com a publicação do decreto, fica autorizada a mobilização de todos os órgãos municipais, sob a coordenação da Defesa Civil, para atuar nas ações de resposta ao desastre, recuperação e reconstrução das áreas atingidas.


















