Projeto busca profissionalizar a industrialização e o transporte do fruto para Rio Branco e outros estados. Unidade piloto deve ser instalada na região do Rio Croa.
A Prefeitura de Cruzeiro do Sul, em conjunto com órgãos de fiscalização e fomento, iniciou uma força-tarefa para resolver o impasse no transporte de açaí para a capital e outras regiões. Em reunião realizada nesta semana com instituições como o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), IDAF, Vigilância Sanitária e Polícia Rodoviária Federal, foi debatida a necessidade urgente de industrializar o produto local para garantir a segurança alimentar e evitar apreensões.
O foco da iniciativa é encerrar o transporte precário em carrocerias de caminhonetes ou bagageiros de ônibus, substituindo-o por um sistema de logística profissional. Segundo a secretária de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Janaína Terças, o objetivo é agregar valor à matéria-prima do Juruá.
“Estamos pecando ainda na parte de industrialização e transporte. Queremos que o produto saia de Cruzeiro do Sul devidamente embalado, dentro das normas técnicas e transportado congelado em caminhões frigoríficos”, destacou a secretária.
Primeira unidade no Rio Croa
O plano prevê a implantação de mini agroindústrias em pontos estratégicos de cultivo. A primeira unidade piloto deve ser instalada na comunidade do Rio Croa. No último feriado, o projeto foi apresentado ao deputado federal José Adriano, que visitou a região para ouvir os produtores locais.
Após a consolidação da unidade no Croa, a prefeitura pretende replicar o modelo em outras áreas de forte produção, como:
- Região do Deracre;
- Região da Santa Luzia;
- Região do Rio Liberdade.
Próximos passos
No dia 30 de abril, uma nova rodada de negociações será realizada em Rio Branco com a Secretaria de Estado de Indústria, Ciência e Tecnologia (SEICT). A meta é garantir o apoio do Governo do Estado para encabeçar a construção dessas estruturas.
“O prefeito Zequinha Lima teve o cuidado de chamar as instituições para construir um projeto adequado. Temos um produto maravilhoso buscado pelo mundo todo, e ele precisa chegar ao consumidor em condições apropriadas”, concluiu Janaína Terças.



















