A Polícia Militar do Estado do Acre desempenha um papel fundamental na engrenagem de proteção e acolhimento às vítimas de violência doméstica na regional do Juruá. Durante o lançamento oficial da campanha Agosto Lilás, realizado no Teatro José de Alencar, a 2ª Sargento PM Maria Pinheiro, integrante da Patrulha Maria da Penha de Cruzeiro do Sul, abordou os desafios da atuação ostensiva e preventiva no município.
Diante do debate sobre o volume de casos registrados na cidade, a sargento apresentou uma análise sobre o comportamento das vítimas e o acesso ao conhecimento dos próprios direitos.
“A violência doméstica no Juruá infelizmente não é diferente do restante do país. Mas hoje surgiu a dúvida se os casos aumentaram. Eu creio que não. O que tem acontecido é que as mulheres estão mais informadas sobre os seus direitos. Elas já vão à delegacia pedir medida protetiva ao sofrerem violência psicológica, moral ou ameaças. Elas não esperam mais o primeiro soco ou a violência física para buscar ajuda e afastar o agressor do lar”, explicou a sargento.
Como funciona a atuação da Patrulha Maria da Penha
A oficial da PM pontuou a diferença entre o atendimento inicial de emergência e o trabalho especializado e contínuo que a Patrulha realiza com as mulheres que possuem o amparo judicial das medidas protetivas de urgência.
“O primeiro atendimento é feito pelas viaturas de rua no serviço de emergência. A Patrulha Maria da Penha faz o acompanhamento posterior e a fiscalização. Nós vamos à residência, visitamos essa mulher e acompanhamos a rotina: ‘Esse homem está te procurando? Te ameaçou de alguma forma?’”, detalhou.
A presença constante da guarnição nas ruas e nas portas das vítimas inibe a reincidência do agressor e garante a eficácia das decisões da Justiça na região.
“Às vezes nós chegamos na residência e o indivíduo está lá. Nós o conduzimos imediatamente à delegacia, gerando um novo processo contra ele. Assim, as mulheres sentem-se de forma efetiva mais protegidas. Nosso serviço é facilitar a atuação do Judiciário para dar maior proteção e segurança a essas mulheres”, concluiu a 2ª Sargento Maria Pinheiro.


















