O resgate da memória e a transformação do espaço geográfico no Vale do Juruá ganharam vida durante o Feirão das Eletivas da Escola Estadual Flodoardo Cabral. Sob o tema “O Êxtase do Passado: Cruzeiro do Sul, uma história não contada”, o projeto coordenado pelo professor de Geografia Zaqueu Lima Ferreira uniu pesquisa histórica, arquitetura em miniaturas e recursos tecnológicos de ponta para reapresentar as origens da cidade aos estudantes.
A iniciativa permitiu que os jovens investigassem o passado do município e compreendessem como a paisagem urbana foi se modificando com o passar das décadas.
De acordo com o professor Zaqueu, o Feirão é um divisor de águas no processo de aprendizagem, pois permite que os alunos experimentem áreas de conhecimento que podem definir suas futuras escolhas profissionais.
“As disciplinas eletivas são atividades diversificadas onde os alunos escolhem a área em que desejam atuar ao longo do semestre. No nosso projeto, trabalhamos a ideia de o aluno descobrir uma Cruzeiro do Sul que ele não conhecia, analisando por meio de fotos e dados como a paisagem e o espaço geográfico foram modificados com o tempo”, explicou o docente.
Reconstrução de monumentos e fotos históricas coloridas por IA
Diante do desafio de encontrar acervos históricos acessíveis sobre o município, a turma utilizou técnicas de modelagem física e ferramentas tecnológicas para dar vida às memórias locais:
- Maquetes do Patrimônio: Os estudantes construíram réplicas detalhadas de prédios e símbolos históricos, como a Catedral Nossa Senhora da Glória, a Casa dos Ruelas, o antigo Cais e a primeira sede do Fórum da cidade.
- Restauração Tecnológica: Imagens antigas em preto e branco do acervo do município foram restauradas e coloridas através de recursos de Inteligência Artificial (IA), permitindo uma visualização realista do passado.
“Foi muito emocionante para os alunos rever o passado totalmente colorido através da IA. Além disso, eles se capricharam na ornamentação e nas maquetes. Quando o estudante conhece a sua história, ele aprende a valorizar o patrimônio, os monumentos e as suas origens, levando esse conhecimento para as próximas gerações”, concluiu o professor Zaqueu.



















