O curso de defesa pessoal voltado exclusivamente para mulheres das forças de segurança pública reúne 21 participantes em Cruzeiro do Sul, no interior do Acre. Esta é a segunda edição da capacitação promovida pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).
O treinamento é ministrado pelo major Magno de França, da reserva da Polícia Militar do Acre, que explica que as participantes estão recebendo técnicas adaptadas à realidade dos profissionais que atuam na segurança pública.
Entre os conteúdos estão técnicas de luta, golpes contundentes, técnicas de agarramento e formas de escapar de agarramentos, além de procedimentos voltados para situações policiais.
“A gente precisa fazer umas adaptações da luta para poder montar o curso de defesa pessoal. E, nesse caso específico, que é um público feminino, que é uma coisa inédita, no Brasil até onde eu sei”, afirmou o major.
A programação também inclui noções de combate com facas e técnicas de retenção e contrarretenção de arma de fogo. Segundo Magno, o objetivo é preparar as profissionais para responder a situações de agressão, especialmente durante o serviço.
“É uma preocupação da polícia do Acre, dos órgãos de segurança pública, de que a gente tenha condições de responder uma agressão, especialmente quando está de serviço”, explicou.
O instrutor também destacou a importância de manter a prática das técnicas após o término da capacitação. Para ele, a continuidade dos treinamentos e a prática de modalidades de luta são fundamentais para que os profissionais permaneçam preparados física e tecnicamente.
“A gente incentiva principalmente a continuidade do treinamento. A gente incentiva o treinamento nas lutas”, ressaltou.
Segunda edição
A primeira edição do curso foi realizada em março, em Rio Branco. Segundo o major, a chegada da capacitação ao Vale do Juruá fazia parte do planejamento desde o início do projeto.
“Essa preocupação de trazer para o Vale do Juruá foi desde o início do projeto. A gente tem outras edições para fazer”, afirmou.
Nesta edição, as 21 participantes são voluntárias. O instrutor destacou ainda a dificuldade que profissionais da segurança pública enfrentam para permanecer uma semana à disposição de uma capacitação, mas avaliou positivamente a adesão.
“Todas foram voluntárias para fazer o curso. Estão aqui com a mente aberta para os conhecimentos que a gente for passar”, disse.
















