Segundo a tia, ela tomou conhecimento do caso no sábado à noite, por volta das 22h30. Ao tentar contato com responsáveis pelo abrigo, sem sucesso, acionou a Polícia Militar e foi até o local. Ela afirma que permaneceu do lado de fora por cerca de uma hora, sem conseguir atendimento.
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O Conselho Tutelar também compareceu ao abrigo, mas, conforme o relato, os familiares não foram autorizados a entrar naquele momento. A tia contou que procurou um advogado, que entrou em contato com o Ministério Público. Depois disso, um responsável pelo abrigo teria comparecido para conversar com a família.
Ainda segundo a familiar, o advogado conseguiu entrar na unidade e, posteriormente, informou que o menino havia sido transferido para outro abrigo.
Criança teria relatado agressões
A tia afirmou que conseguiu conversar com o sobrinho no dia seguinte, já na outra unidade de acolhimento. Segundo ela, a criança apresentava hematomas no rosto e relatou ter sido agredida.
De acordo com o relato da familiar, o menino contou que teria sido segurado e espancado para entrar em um quarto e que uma escova de dentes teria sido introduzida em seu ânus. As informações ainda precisam ser apuradas pelas autoridades responsáveis pela investigação.
A tia também relatou que uma adolescente que havia saído do abrigo teria confirmado que o episódio aconteceu na noite de quinta-feira e que a coordenação da unidade teria sido informada na manhã de sexta-feira.
Conforme a familiar, três adolescentes, também menores de idade, teriam participado das agressões. A dinâmica dos fatos e a eventual participação de cada envolvido serão esclarecidas durante a investigação.
Família questiona demora nos procedimentos
A tia também questionou o tempo transcorrido até a realização do exame médico-legal. Segundo ela, o episódio teria ocorrido na quinta-feira, mas o exame só foi realizado na terça-feira seguinte.
A familiar afirmou ainda que, ao procurar a delegacia na segunda-feira, não havia, segundo as informações que recebeu naquele momento, uma comunicação formal do abrigo ou do Conselho Tutelar sobre o caso. Ela cobra que eventuais responsabilidades sejam apuradas.
A tia explicou que o sobrinho possui transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), crises de epilepsia e outras dificuldades relacionadas ao funcionamento cerebral, condições que, segundo ela, dificultam a comunicação da criança.
A Polícia Civil investiga a ocorrência e já realizou oitivas com responsáveis pelo abrigo, funcionários, familiares, conselheiros tutelares e policiais militares. Também foi realizado exame pericial.
A criança foi transferida para outra unidade de acolhimento, onde recebeu acompanhamento psicológico e social. A investigação busca esclarecer as circunstâncias do ocorrido e eventuais responsabilidades.
A tia espera que todas as denúncias sejam apuradas e que as medidas cabíveis sejam adotadas para garantir a proteção do sobrinho.
Por envolver uma criança e possíveis adolescentes suspeitos, as identidades dos envolvidos são preservadas. As acusações relatadas pela familiar ainda precisam ser apuradas no curso da investigação.


















