Com o intuito de reforçar o combate aos incêndios florestais e ao desmatamento na região central do Acre, o Ministério Público do Acre (MPAC) e o Ministério Público Federal (MPF) emitiram um documento conjunto direcionado à presidência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Os órgãos ministeriais cobram providências para a instalação de uma unidade técnica do instituto em Feijó.
O objetivo é fortalecer a fiscalização ambiental e o combate ao desmatamento e às queimadas na região central do estado.
A medida foi assinada pela promotora de Justiça Giovana Kohata e pelo procurador da República Luidgi Merlo Paiva, considerando a importância socioambiental de Feijó, maior município do Acre em extensão territorial, onde estão localizadas sete terras indígenas. Além disso, outro aspecto é a previsão de agravamento do cenário climático no segundo semestre de 2026 em razão do fenômeno El Niño.
De acordo com o MPAC, a recomendação aponta probabilidade de 81% de que o fenômeno E Niño alcance intensidade muito forte entre outubro e dezembro deste ano, com efeitos previstos até abril de 2027.
Na recomendação, o MPAC e o MPF estabelecem o prazo de 30 dias para que o Ibama apresente um plano de trabalho destinado à instalação e ao início do funcionamento da unidade técnica em Feijó até o fim de 2026.
O documento deverá conter cronograma de execução, previsão orçamentária, adequação da estrutura física já existente no município, recomposição do quadro de pessoal e edição dos atos normativos necessários para a criação da unidade.
Independentemente da adoção dessas providências, o documento estabelece que o Ibama mantenha e intensifique as operações de fiscalização ambiental e de combate aos incêndios florestais em Feijó e nos municípios vizinhos durante o segundo semestre de 2026.
Desmatamento e queimadas
Dados do Relatório Anual do Desmatamento no Brasil, elaborado pela rede MapBiomas, apontam que Feijó liderou o desmatamento no Acre em 2025, concentrando 21% de toda a área desmatada do Acre.
Além disso, Feijó também tem o maior número de queimadas no Acre e que, no primeiro semestre de 2026, respondeu por 26,8% dos focos identificados no estado.


















