A governadora Mailza Assis afirmou que a escolha do próximo presidente da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) deve ser discutida pelos próprios deputados estaduais e evitou antecipar apoio a um nome para comandar a Casa. Em entrevista exclusiva ao ContilNet, a candidata à reeleição disse que sua prioridade, neste momento, é a disputa pelo governo e defendeu harmonia e independência entre os Poderes.
“Essa discussão não é minha, eu estou fazendo a minha campanha, eu quero ganhar a eleição. A Aleac é coisa dos deputados que já estão eleitos, já estão prontos para fazer o time”, declarou Mailza ao ser questionada sobre um eventual apoio à eleição da Mesa Diretora, caso seja reeleita.
“O importante é que tenha essa harmonia, essa independência, e que os interesses que sejam discutidos em volta disso sejam os interesses da população”, afirmou.
Mailza também indicou que o governo deverá atuar em conjunto com a Assembleia para viabilizar projetos após a definição da nova composição do comando legislativo.
“Então aí sim o governo vai se posicionar e vai fazer a aliança para os projetos de trabalho, de bem, de desenvolvimento para o nosso estado fluam de forma tranquila entre governo e Poder Legislativo”, disse.
Nicolau Júnior e Clodoaldo Rodrigues são cotados
A disputa pela presidência da Aleac já começou a movimentar as articulações entre os parlamentares eleitos para a próxima legislatura. O atual presidente da Casa, Nicolau Júnior (PP), confirmou que pretende disputar mais um mandato à frente da Mesa Diretora e afirmou que já iniciou conversas com os colegas em busca de apoio.
Outro nome citado na disputa é o do deputado Clodoaldo Rodrigues (PP), que também aparece como possível candidato ao comando do Legislativo estadual. O parlamentar, no entanto, já afirmou que considera precipitado antecipar a discussão enquanto a eleição para o governo ainda está em andamento.
A escolha do presidente da Assembleia cabe aos deputados estaduais, por meio da eleição da Mesa Diretora. Embora a definição seja uma atribuição do Legislativo, as articulações políticas e a relação com o governo podem influenciar as negociações em torno da composição.


















