A Polícia Civil do Acre (PCAC) segue investigando as circunstâncias da morte do pequeno Davi Lucas Santos Maia, de apenas 3 anos de idade, registrada na zona rural da divisa entre Porto Acre e Boca do Acre. O padrasto da criança, Tacio Gomes dos Santos, de 23 anos, é o principal suspeito do crime e foi detido pelas autoridades. A mãe do menino, Ana Clara dos Santos, de 18 anos, também foi presa sob suspeita de negligência.
Segundo o relato do delegado titular de Porto Acre, Carlos Bayma, a suspeita é de que o menino tenha sido gravemente agredido na residência da família, localizada em uma comunidade rural. Ao perceberem a gravidade do estado de saúde de Davi Lucas, o casal tentou levá-lo de barco até o município de Porto Acre em busca de socorro médico — um trajeto que dura cerca de 20 minutos. No entanto, a criança não resistiu às lesões durante o percurso fluvial e já chegou sem vida à cidade.
Em entrevista exclusiva sobre o andamento das investigações, Carlos Bayma revelou que a principal linha de apuração trabalha com a hipótese de homicídio qualificado por agressões e possível tortura.
Conforme detalhado pelo delegado, o corpo de Davi Lucas apresentava diversas lesões visíveis e espalhadas, o que levantou o alerta imediato das equipes policiais e periciais:
“O que tem na nossa investigação trabalha já com homicídio”, afirmou Carlos Bayma. “Possível tortura, possível tortura. Bastante [marcas espalhadas]: nádegas, costas, pernas…”
Apesar dos fortes indícios coletados no início das diligências, o delegado destacou que a polícia aguarda o envio dos laudos periciais para obter a confirmação científica da causa da morte e da dinâmica das lesões.
“Para a gente ter ainda absoluta certeza, estamos precisando de dois laudos: um de local de crime e um do corpo da vítima, que está sendo feito agora”, explicou o delegado.
Suspeita de abuso e situação dos envolvidos
O delegado detalhou a dinâmica percorrida pelo casal na tentativa de socorrer o menino após o agravamento do estado de saúde. Segundo ele, os dois buscaram atendimento médico em Porto Acre utilizando via fluvial.
“A nossa suspeita é que eles maltrataram a criança, viram que foi sério e vieram buscar socorro em Porto Acre, que é a 20 minutos de barco do local na zona rural”, explicou Bayma.
“A criança morreu na viagem, já chegou em Porto Acre em óbito”, concluiu.
Como o flagrante foi registrado no período noturno, os procedimentos foram direcionados inicialmente para a Delegacia de Flagrantes (DEFLA), em Rio Branco, e devem retornar para a Delegacia de Porto Acre para a conclusão do inquérito policial.


















