O município de Cruzeiro do Sul decretou situação de emergência nível 2 após o rio Juruá atingir, na semana passada, a marca de 13,46 metros, ultrapassando a cota de transbordamento. A informação foi confirmada pelo coordenador da Defesa Civil Municipal, Damasceno Júnior, que destacou que, apesar da vazante registrada nos últimos dias, o monitoramento segue ativo.
Segundo o coordenador, a medida não se trata de estado de calamidade pública, mas sim de uma ação preventiva para preparar o município diante dos possíveis impactos da cheia. “Essa situação de emergência nível 2 foi decretada justamente para preparar todo o nosso cenário e deixar o município pronto, inclusive para um possível acionamento da Defesa Civil Nacional, se necessário”, explicou.
Damasceno ressaltou que o rio apresentou sinal de vazante, porém o decreto foi mantido como forma de precaução, uma vez que o período mais crítico das cheias na região costuma ocorrer entre o final de fevereiro e o início de março. Caso o nível do rio volte a subir e se aproxime das maiores cheias já registradas, como a de 2021, o município poderá elevar o decreto para nível 3.
Apesar de o rio ter ultrapassado a cota de transbordamento, não houve retirada de famílias, nem registro de desabrigados ou desalojados. No entanto, os impactos já foram sentidos, principalmente nas comunidades ribeirinhas. Plantações foram atingidas, comprometendo a subsistência de diversas famílias.
Além dos prejuízos na agricultura, a cheia afetou pequenos empreendimentos domésticos, tanto em áreas ribeirinhas quanto urbanas, reduzindo a renda de famílias que dependem dessas atividades. Também foram registrados problemas no abastecimento de água e interrupções no fornecimento de energia elétrica em algumas comunidades do Vale do Juruá.
“A gente sabe que, mesmo sendo um impacto considerado pequeno, para a família que depende daquela renda ou da produção agrícola, o prejuízo é muito significativo”, afirmou o coordenador.
A Defesa Civil, em conjunto com o Corpo de Bombeiros, segue monitorando o nível do rio e analisando os dados climáticos. De acordo com as previsões, o volume de chuvas deve continuar elevado nos próximos meses. O objetivo, segundo Damasceno Júnior, é minimizar os danos e garantir uma resposta mais eficiente, reduzindo o sofrimento da população afetada pelas cheias.



















