A violência doméstica contra a mulher não se limita às agressões físicas. O controle sobre roupas, amizades, maquiagem e redes sociais, além da destruição de objetos pessoais, também pode caracterizar situações de violência. O alerta foi feito nesta terça-feira (27) pelo delegado Vinícius Almeida, da Polícia Civil, durante entrevista em Cruzeiro do Sul, no interior do Acre.
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Segundo o delegado, existem diferentes formas de violência doméstica, incluindo a física, a psicológica e a patrimonial. Ele orientou que mulheres que estejam passando por situações desse tipo procurem ajuda, mesmo quando tiverem dúvidas sobre como identificar a violência.
“A violência patrimonial, com certeza, né, quebrar o celular da vítima, querer controlar o acesso às redes sociais, controlar roupa, maquiagem, amizade, tudo isso aí é uma forma de violência doméstica que pode ser reprimida”, afirmou.
Almeida explicou que a Polícia Civil investiga as denúncias por meio de diferentes procedimentos, como a escuta da vítima e de pessoas que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos, incluindo familiares e vizinhos.
Delegacia oferece atendimento psicológico e social
O delegado informou que a Delegacia da Mulher conta com profissionais de psicologia e assistência social para acolher as vítimas. O atendimento pode ocorrer tanto no primeiro contato quanto posteriormente, conforme a necessidade e o interesse da mulher.
Além disso, a unidade trabalha em parceria com outros serviços da rede de apoio, que também podem oferecer acompanhamento às vítimas após a ocorrência da violência.
Almeida orientou que mulheres que tenham dúvidas sobre determinada situação procurem a delegacia para conversar com a equipe e receber orientações.
Vítima nem sempre pode desistir do procedimento
Outro assunto abordado pelo delegado foi a possibilidade de uma mulher desistir de uma denúncia depois de procurar a polícia.
De acordo com Almeida, a continuidade do procedimento depende do tipo de crime. Nos casos de ação penal pública incondicionada, a investigação e o processo não dependem da autorização ou da vontade da vítima para prosseguir.
O delegado explicou que algumas mulheres procuram a unidade inicialmente com o objetivo de solicitar uma medida protetiva de urgência, sem desejar que o agressor responda criminalmente. Entretanto, dependendo do crime relatado, a Polícia Civil deve dar continuidade aos procedimentos legais e encaminhar o caso à Justiça.
Como buscar ajuda
As mulheres que enfrentam violência doméstica podem procurar diretamente a Delegacia da Mulher para relatar a situação e receber orientações. Em situações de emergência, quando houver necessidade de intervenção policial imediata, é possível acionar a Polícia Militar pelo telefone 190.
O delegado reforçou que a equipe está preparada para acolher as vítimas e destacou a importância de buscar ajuda para interromper as agressões e permitir que as medidas previstas em lei sejam adotadas.



















