Pelo menos 12 desbarrancamentos já foram registrados em Rio Branco em decorrência da cheia do Rio Acre e do volume extremo de chuvas que atingem a capital. O número, confirmado pela Prefeitura e pela Defesa Civil Municipal nesta segunda-feira, 29, é uma das razões para a decretação de situação de emergência.
Na medição realizada às 5h20 desta segunda-feira, 29, o Rio Acre alcançou 15,32 metros, o que representa uma subida de 46 centímetros em relação ao mesmo horário do domingo, 28, quando o nível estava em 14,86 metros. Apesar da elevação expressiva, não houve registro de chuvas nas últimas 24 horas.
O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, afirmou que, até o momento, não houve registro de mortes, mas reforçou que o perigo é iminente, principalmente nas áreas de barranco. “Graças a Deus não tivemos nenhum caso de óbito até agora. Mas é perigoso, muito perigoso”, alertou.
Segundo o prefeito, apenas na região do Preventório, oito residências já foram diretamente afetadas por deslizamentos de terra após a elevação do nível do rio. Ele esteve no local acompanhado de secretários municipais para acompanhar a situação de perto. “A beira do Rio Acre é isso. Os barrancos estão desbarrancando, não tem jeito”, declarou.
Bocalom defendeu a retirada preventiva das famílias que vivem em áreas de risco e fez um apelo para que a população compreenda a gravidade do momento. “Vamos esperar cair a casa na cabeça de alguém, morrer alguém, para depois retirar? Não. Nós estamos prontos para retirar”, afirmou.



















