O empresário e influenciador fitness Renato Cariani voltou ao centro de uma investigação criminal após o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pedir sua condenação por associação para o tráfico de drogas, tráfico de insumos destinados à fabricação de entorpecentes e lavagem de dinheiro.
Segundo a acusação, Cariani teria participado de um esquema de desvio de produtos químicos utilizados na produção de cocaína e crack. O caso também envolve os empresários Fábio Spínola Mota e Rodrigo Gomes Pereira, apontados pela Promotoria como participantes das irregularidades investigadas.
De acordo com o Ministério Público, teriam ocorrido 59 operações comerciais simuladas para justificar a saída de substâncias químicas. As investigações também analisaram documentos e mensagens que, segundo os promotores, indicariam possíveis irregularidades na comercialização desses produtos.
O caso teve origem em apurações iniciadas em 2019 e ganhou repercussão nacional com a Operação Hinsberg, deflagrada pela Polícia Federal em dezembro de 2023. Na ocasião, uma empresa ligada a Cariani foi investigada por suspeitas de fraude em registros de venda de insumos químicos.
Serviços Jurídicos
Caso a Justiça acolha integralmente os pedidos da acusação e haja condenação pelos crimes apontados, as penas somadas podem chegar a 51 anos e 8 meses de prisão, além de multas. Atualmente, o influenciador responde ao processo em liberdade.
Em manifestação enviada ao g1, a defesa de Cariani afirmou que o pedido do Ministério Público não representa surpresa e declarou que pretende contestar as acusações com base nas provas do processo. Os advogados dizem confiar na absolvição do empresário.
A Justiça deverá avaliar os argumentos apresentados pelas partes antes de decidir sobre a responsabilização dos acusados. Até que haja uma decisão definitiva, Cariani deve ser tratado como inocente perante a lei.



















