Um vídeo divulgado nas redes sociais pelo técnico Jadilson Pereira tem chamado atenção ao mostrar os desafios enfrentados por profissionais que levam conectividade a regiões isoladas da Amazônia. Jadilson, que trabalha na instalação de antenas de internet via satélite em escolas remotas, registrou o momento em que desce uma cachoeira no Rio Tejo, na região do Juruá, no Acre, navegando em uma canoa durante o período de cheia.
No vídeo, Jadilson explica que estava descendo o rio após dormir na comunidade Restauração. “Nesse trecho é uma cachoeira, só que como está no tempo das águas, rio cheio, ela não está tão visível. Mesmo assim, o percurso é meio perigoso, várias pessoas já naufragaram ali”, relata ele, destacando que era a primeira vez que passava por aquele ponto a trabalho.
Os riscos na navegação pelos rios da Amazônia variam conforme a estação. No período seco, as dificuldades vêm dos bancos de areia e troncos de árvores submersos. Já na cheia, como no momento do vídeo, há perigos com corredeiras e “balceiros” (acumulação de troncos). “Fica mais perigoso quanto mais seco”, afirma Jadilson.
Apesar do cansaço e dos perigos, o técnico enfatiza a recompensa: “A beleza da região surpreende e supera as lutas e dificuldades”. Seu trabalho envolve instalar antenas em escolas extremamente remotas, como nas comunidades São Salvador, Rio Moa, Rio Azul e até aldeias indígenas em Marechal Thaumaturgo e Breu.
Iniciativas como essa são essenciais para conectar escolas em áreas isoladas da Amazônia, onde programas governamentais e privados buscam levar internet via satélite a milhares de alunos. O vídeo de Jadilson viralizou ao mostrar o lado humano e aventureiro por trás desse esforço de inclusão digital.


















