A eleição do deputado estadual Pedro Longo (MDB), para deputado federal, o único vencedor no partido, deve ser vista pelo prisma que teremos vida inteligente na Câmara Federal. É um Juiz de Direito aposentado, que pode ser importante no debate de formulação do arcabouço jurídico e partidário do país, colaborando na feitura de leis. A Câmara é uma casa para aprovar leis.
Longo nunca esteve entre os favoritos absolutos, era tido como bom candidato, mas visto com reservas pelos adversários. A estupenda votação que obteve, não estava na contabilidade do seu próprio partido. Não esteve entre os protegidos do governo na campanha.
Calado, como político mineiro, Longo montou uma base leal de apoiadores, e acabou sendo a grata surpresa entre os eleitos para a composição da nova bancada federal do Acre. Pode-se não gostar do Pedro Longo por este ou aquele motivo, mas ninguém poderá dizer que não um político qualificado e equilibrado. Isso é bom num cenário de muitas mediocridades políticas.
OU CORTA OU NÃO FECHA
Ontem, 4, saiu o primeiro lote de demitidos, que ocupavam cargos de confiança do governo. A lista vai aumentar. E deve atingir os terceirizados. Ou a governadora Mailza Assis reduz o tamanho da máquina e corta gastos, ou não fecha a conta fiscal. Não pode mudar de ano, com a situação fiscal no vermelho. O CPF é dela.
ESTADO INCHADO
Não adianta minimizar o problema, o estado inchou com a nomeação de ocupantes de cargos de confiança sem necessidade administrativa, apenas para agradar os políticos. Se não houver redução de gastos, não sobrará recursos para investimentos.
EMPREGO E RENDA
O estado tem que voltar a gerar emprego e renda. O setor que mais gera empregos imediatos, a construção civil, está estagnado há anos. Construir todo Natal a casinha do Papai Noel não resolve a situação do desemprego, que só aumenta.
O SISTEMA FALHOU
O sistema de proteção às mulheres falhou, neste caso da morte da médica de Brasiléia. Não adianta a troca de responsabilidades entre os órgãos públicos responsáveis pela proteção das mulheres ameaçadas de morte. Falharam e ponto final.
FICAR ATENTO
O deputado Nicolau Júnior (PP) fique alerta, existem setores importantes dentro do governo que não são simpáticos à sua eleição para presidir a ALEAC. Paredes costumam ter ouvidos e tagarelar sobre tramas.
GRANDE ELEITORA
A governadora Mailza Assis, se quiser, será a maior eleitora – como foram os demais governadores – na eleição da nova mesa diretora da ALEAC. Até aqui, ela não entrou nesse jogo.
SERIA INTERESSANTE
Sabe-se que a preferência do prefeito Alysson Bestene, é pela eleição da vereadora Elzinha Mendonça (PP), foto, para presidir a Câmara Municipal de Rio Branco. Resta saber se convencerá os demais postulantes a abrir mão da disputa. Mas, ter uma mulher na presidência da casa seria interessante, há muitas legislaturas que só homens ocupam o comando da Câmara.
PARA REFLEXÃO
“É perigoso ter razão onde homens poderosos estão errados.” Voltaire.
SEM CHANCE
Um leitor da coluna observou que não será fácil tomar a presidência do MDB, do atual presidente Vagner Sales, porque o diretório do partido não é provisório. Embora o MDB precise renovar as velhas caras, dar uma oxigenada no partido, teria que haver um motivo jurídico para mudar o comando partidário, e não há no momento.
NÃO SERÁ FÁCIL
Além de se mexer bem nos bastidores e ter o apoio do governo federal, não será fácil derrotar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (UB). Seu adversário Rogério Marinho (PL) tem como foco principal, se vencer, encaminhar o impeachment de ministros do STF que não são simpáticos ao bolsonarismo.
NÃO É ESSA COCA-COLA
Fala-se muito no governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como uma força política da direita. É bom lembrar que na capital, o Lula (PT) ganhou do seu candidato Flávio Bolsonaro (PL).
QUE SURRA!
A direita no Brasil estava pronta para comemorar uma vitória do Trump, na eleição americana desta semana. Os irmãos Eduardo e Flávio Bolsonaro, que se mudaram para os EUA, são pés-frios; o Trump levou uma surra histórica nas urnas do Partido Democrata, e perdeu as presidências da Câmara e Senado. E caminha para não fazer seu sucessor.
FORÇA POLÍTICA
A deputada Maria Antônia (PP) -foto – é um nome para a disputa da prefeitura de Rodrigues Alves, em 2028, onde tem base eleitoral e seu marido Dêda já foi prefeito. A derrota de Maria Antônia na busca da reeleição, foi um fato inesperado, um ponto fora da curva. Foi uma boa deputada. Sempre ajudou os mais necessitados, na sua casa de apoio, na capital. Mesmo sendo bem votada ficou de fora da legenda do PP.
BR-364
A rodovia 364 – no trecho entre Rio Branco e Cruzeiro do Sul – foi bandeira de campanha de todos os candidatos a deputado federal e para o Senado, com críticas ao estado caótico dessa importante via. Vamos ver agora se os eleitos vão fazer algum empenho, para que a obra venha a ser pavimentada. Ou ficarão apenas nos discursos eleitoreiros.
CALADO, MAS NÃO ETERNAMENTE
O ex-prefeito Tião Bocalom tem se recusado a dar entrevista sobre qual será o seu futuro político e em relação ao governo da Mailza e da gestão do seu sucessor, prefeito Alysson Bestene. Pelo que conheço do Boca, apenas observa, mas chegará um momento em que vai falar. É bom ouví-lo.
NOME EM PAUTA
O deputado Marcus Alexandre (MDB) tem seu nome citado entre as paredes palacianas, como ideal para ser o futuro líder do governo. Ser líder é muito espinhoso, e não recomendável para quem está entrando pela primeira vez no parlamento. O ônus é maior que o bônus.
SEM NOME DE PESO
PT não tem um nome de peso no seu quadro e nem nos demais partidos de esquerda, para apresentar um candidato com alto potencial competitivo para a disputa da prefeitura da capital, em 2028.


















