Dados do painel da Coordenação de Dados Estatísticos da Polícia Civil do Acre indicam uma queda consistente no número de mortes decorrentes de intervenções policiais no estado ao longo dos últimos quatro anos. Entre 2022 e 2025, foram registrados 52 casos, com redução gradual ano a ano.
Em 2022, o sistema contabilizou 19 ocorrências. O número caiu para 15 em 2023, recuou novamente para 10 em 2024 e chegou a 8 registros em 2025. A comparação entre o primeiro e o último ano do período revela uma redução aproximada de 58%. Em relação a 2023, a queda chega a 47%, enquanto o comparativo entre 2024 e 2025 aponta diminuição de 20%.
A distribuição geográfica mostra que quase metade das ocorrências se concentrou na capital. Rio Branco registrou 23 casos, o equivalente a 44,2% do total. Os municípios do interior somaram 29 registros (55,8%), com destaque para Brasileia, com cinco ocorrências, e Cruzeiro do Sul e Plácido de Castro, ambos com quatro. Outras cidades aparecem com um ou dois registros ao longo do período analisado.
O perfil das vítimas indica predominância masculina: 50 dos 52 casos (96,2%) envolveram homens. Em relação à cor ou raça, 38 vítimas (73,1%) foram classificadas como pardas, 8 como negras (15,4%), 2 como brancas (3,8%) e 1 como indígena (1,9%). Em 42 ocorrências, os agentes estavam em serviço no momento do fato, enquanto nove registros indicam atuação fora de serviço.
Quanto aos meios utilizados, armas de fogo estiveram presentes em 50 casos, correspondendo a 96,2% das ocorrências. Armas brancas aparecem em apenas dois registros. A análise temporal aponta maior incidência nos fins de semana: o sábado concentra 12 episódios (23,1%), seguido por domingo e segunda-feira, com nove registros cada.
Os gráficos mensais do painel evidenciam picos em meses específicos, como maio e outubro, em determinados anos, o que pode indicar sazonalidade ou eventos pontuais que demandam análise mais aprofundada.
Apesar da tendência clara de redução no número de casos, especialistas alertam que os dados, isoladamente, não permitem conclusões definitivas sobre as causas. A queda pode estar associada a múltiplos fatores, como mudanças nos protocolos de atuação, investimentos em formação e equipamentos, reorganização das guarnições, variações nos índices de violência armada ou alterações nos critérios de registro das ocorrências.
Redação Rede Cipó News

















