Nesta sexta-feira (17), a esteticista N.A. rebateu as acusações de negligência após uma cliente sofrer queimaduras graves nos seios durante um procedimento estético em Cruzeiro do Sul. A profissional sustenta que utilizou a técnica de jato de plasma com o equipamento italiano Plexr, autorizado pela Anvisa, e que as lesões decorrem do descumprimento dos cuidados pós-procedimento por parte da paciente.
De acordo com N.A., que afirma ter 15 anos de experiência, o método é não invasivo e atua apenas na camada superficial da pele, o que impossibilitaria danos profundos se os protocolos fossem seguidos. “A cliente não entendeu ou não quis entender o pós-procedimento”, declarou a profissional, ressaltando que os resultados são progressivos. Ela também negou o uso indevido de portfólio alheio, alegando que utiliza imagens ilustrativas da própria fabricante do equipamento para demonstrar as técnicas.
O caso, registrado na Delegacia de Polícia Civil em março, ganhou repercussão após a maquiadora Vanessa Holanda relatar o ocorrido nas redes sociais. A vítima afirma ter pago R$ 5 mil por dois procedimentos — valor consideravelmente acima da média de mercado — sob a promessa de resultados em cinco dias e sem lesões.
No entanto, Vanessa apresentou marcas extensas e queimaduras graves. “Não saí de casa para ser lesionada”, desabafou a maquiadora, que prestou depoimento e entregou provas à polícia.
A esteticista, que não reside no município e afirma não ter sido formalmente intimada, revelou ainda que também registrou denúncia contra a paciente. Segundo N.A., houve quebra de confiança após Vanessa se recusar a pagar o valor total acertado, alegando insatisfação com o resultado imediato.
Com isso, enquanto a polícia investiga a responsabilidade pelo dano estético, o embate entre a defesa técnica da profissional e o relato de lesão da cliente segue aguardando desfecho jurídico.


















