A exposição do Instituto Federal do Acre (Ifac) na 21ª Expoacre Juruá não se limita apenas às inovações tecnológicas. O espaço também tem sido uma importante sala de aula aberta para a educação ambiental e a conscientização sobre a fauna amazônica, guiada pelos próprios estudantes da instituição.
Francisco Edivaldo, aluno do curso de Zootecnia, aproveitou o contato com os visitantes do estande para demonstrar a importância de aliar a teoria à prática. Segundo ele, o ensino oferecido pelo instituto prepara os jovens não apenas para as novas demandas de emprego — como o uso de impressoras 3D —, mas também para o convívio seguro com o meio ambiente.
“O Ifac é uma das poucas instituições que, além do ensino normal básico, vai explicar dentro da biologia com aulas práticas. Ele também traz teorias de como os alunos podem achar empregos no futuro, ensinando muito bem como vamos poder utilizar essas novas formas de trabalho que vão surgir”, explicou Francisco.
Alerta sobre as cobras corais
Uma das abordagens centrais do estande de biologia e zootecnia é ensinar o público a diferenciar as espécies de animais, prevenindo acidentes e evitando a caça predatória. O estudante alertou que a falta de informação no cotidiano agrava situações de risco tanto para os seres humanos quanto para a biodiversidade.
O exemplo mais emblemático na região do Juruá, segundo Francisco, envolve o abate de serpentes inofensivas devido ao pânico e à desinformação.
“O mais comum na nossa região é a questão da cobra. Por exemplo, a cobra coral verdadeira e a falsa. Muitos confundem e acabam matando as falsas por essa falta de conhecimento. Se a pessoa tivesse uma leve noção, não teria matado o animal. Se continuar da forma que está, daqui a uns anos essas espécies podem entrar em risco de extinção”, concluiu o estudante, reforçando o papel da feira na propagação da ciência e da preservação ambiental.

















