O sargento Jair Santana, morador de Rodrigues Alves que atua na Ucrânia, falou sobre a morte de Jonas, outro conterrâneo que também estava na guerra.
Segundo ele, a informação chegou por meio de colegas de farda, e ele disse não ter detalhes sobre uma comunicação oficial.
Jair afirmou que sabe apenas que Jonas morreu durante uma missão e que não tem informações confirmadas sobre o local ou as circunstâncias. “Prefiro não fazer especulações”, declarou. Ele está na Ucrânia há cerca de um ano.
Os dois não serviam na mesma brigada, mas trocaram mensagens durante o treinamento. De acordo com o sargento, Jonas parecia ter dúvidas e estar “um pouco perdido” naquele contexto, e ele tentou ajudá-lo com orientações baseadas na própria experiência.
Antes da viagem, Jonas o procurou, e Jair disse ter aconselhado que ele pensasse bem, por conhecer os riscos. “Nunca incentivei ninguém a ir para o front”, afirmou. “A guerra não é uma aventura: ela envolve riscos reais e consequências que podem ser irreversíveis.”
Sobre o impacto da notícia, o sargento disse que a guerra exige muito do psicológico e que a perda de companheiros leva a refletir sobre escolhas e sobre as pessoas deixadas no Brasil.
Jair deixou condolências à família de Jonas e fez um apelo à população do município. Ele disse ter acompanhado comentários que o entristeceram, como julgamentos, ofensas e até desejos de que outras pessoas tenham o mesmo destino. “É possível discordar da decisão de alguém de ir para uma guerra sem desrespeitar sua memória. Nenhuma opinião justifica desejar a morte de outra pessoa, muito menos em um momento de luto”, afirmou. Para ele, a família de Jonas precisa de respeito e acolhimento, e não de julgamentos públicos


















