O Acre apresentou uma das maiores reduções do Brasil na taxa de homicídios de mulheres nos últimos cinco anos. Dados do Atlas da Violência 2026, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), apontam que o índice caiu 62,7% entre 2019 e 2024.
Segundo o levantamento, a taxa passou de 7,5 para 2,8 mortes por 100 mil habitantes no período, demonstrando um avanço significativo no enfrentamento à violência letal contra mulheres no estado.
Na análise dos últimos dez anos, a redução também é expressiva. Em 2014, o Acre registrava 5 homicídios de mulheres por 100 mil habitantes. Em 2024, o índice caiu para 2,8, representando uma diminuição de 44%.
Os números mostram ainda uma queda de 31,7% apenas entre 2023 e 2024, quando a taxa passou de 4,1 para 2,8 homicídios por 100 mil habitantes.
Apesar dos avanços recentes, o estado já enfrentou momentos críticos ao longo da última década. Em 2017, a taxa chegou a 8,2 homicídios por 100 mil habitantes, alcançando o pico em 2018, com 8,4 mortes por 100 mil habitantes. A partir de 2019, os indicadores iniciaram uma trajetória de queda gradual.
O desempenho acreano ficou acima da média nacional. Em todo o país, a taxa de homicídios de mulheres caiu 27,7% entre 2014 e 2024, passando de 4,7 para 3,4 mortes por 100 mil habitantes. No Acre, a redução foi de 44% no mesmo período.
Na Região Norte, o Acre está entre os estados que registraram queda nos índices de homicídios de mulheres ao longo da última década, ao lado de Amapá e Pará. Em contrapartida, Amazonas e Roraima apresentaram aumento nas taxas.
O estudo aponta ainda que Roraima registrou a maior taxa do país em 2024, com 12,6 homicídios de mulheres por 100 mil habitantes. Já São Paulo apresentou o menor índice nacional, com taxa de 1,5 homicídio por 100 mil habitantes.
Redação Rede Cipó News



















