O município de Cruzeiro do Sul tem motivos para comemorar quando o assunto é o combate às arboviroses. Dados divulgados pela Coordenação de Vigilância em Saúde apontam uma redução drástica nos registros de dengue e malária no comparativo entre o primeiro semestre de 2025 e o mesmo período de 2026.
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Segundo Leonísio Messias, coordenador do setor de controle de vetores, os números da dengue tiveram a queda mais expressiva. Da primeira semana do ano até a 27ª, o município saltou de 2.367 casos prováveis em 2025 para apenas 379 em 2026, representando uma diminuição de 84%.
“Comparativos ao ano anterior, nós continuamos com redução. O nosso trabalho agora, nesse período de estiagem, tem que ser e vai ser mais fortalecido. Com menos chuvas, os depósitos nos quintais estão secos, mas nós temos um risco em potencial que são as caixas d’água no nível do solo, que concentram o maior número de larvas”, alertou Leonísio, pedindo o apoio da população para manter os reservatórios sempre tampados.
Agentes nas ruas e acesso à zona rural
O trabalho de prevenção segue intenso. Diariamente, os agentes de saúde realizam visitas nas residências para eliminar focos do mosquito e orientar moradores. A recomendação é clara: qualquer pessoa com sintomas como febre, dor de cabeça, dores no corpo ou manchas na pele deve procurar imediatamente uma unidade de saúde.
No caso da malária, doença com maior incidência nas áreas rurais, os resultados também são animadores. Entre 1º de janeiro e 6 de julho de 2025, foram notificados 1.536 casos. No mesmo intervalo de 2026, o número caiu para 797, consolidando uma redução de 48%.
Relógioe calendários
Com a chegada do verão amazônico e a seca dos ramais, a estratégia da Secretaria de Saúde agora é aproveitar a melhoria na mobilidade para intensificar o combate nas comunidades mais distantes.
“O acesso no período de verão, que a gente não tinha no inverno, quando os ramais não davam para entrar nem com a moto, agora será maior. A vigilância vai ser intensificada para que os agentes cheguem até as residências nesses locais, tratando de forma oportuna e garantindo um diagnóstico de qualidade para reduzir ainda mais os casos de malária”, concluiu o coordenador.

















