Neste Dia dos Professores, celebrado nesta quinta-feira, 15 de outubro, a trajetória de Juliana Santos, de 71 anos, merece ser lembrada como exemplo de dedicação, perseverança e amor ao ensino. Sua história na educação começou em 1980, quando ingressou na escola Gutemberg Modesto da Costa, em Sena Madureira, trabalhando como servente. Cinco anos depois, em 1985, após ser aprovada em um concurso público do Estado, iniciou sua carreira como professora, profissão que se tornou uma das maiores paixões de sua vida.
São 41 anos dedicados à docência, contribuindo para a formação de gerações de estudantes no município. Ao longo dessa caminhada, Juliana também assumiu importantes responsabilidades, como a gestão da escola Eugênio Augusto Areal, entre 2006 e 2013. Ela ainda atuou no Núcleo da Educação do Estado, na área administrativa ligada às escolas rurais, ampliando sua contribuição para o fortalecimento do ensino público.
Atualmente, a professora continua lecionando na escola Siqueira de Menezes, demonstrando que a paixão por ensinar permanece viva mesmo após tantas décadas de trabalho. Para Juliana, a educação é um dom de Deus e representa muito mais do que uma profissão: foi por meio dela que conseguiu vencer na vida, sustentar sua família e construir uma história marcada pelo esforço e pela dignidade.
“Eu considero a educação um dom de Deus na minha vida. Comecei trabalhando como servente e, depois, tive a oportunidade de me tornar professora. Desde então, nunca mais deixei a sala de aula, porque ensinar é algo que faço com muito amor. Foi através da educação que consegui vencer na vida, sustentar minha família e conquistar muitas coisas. Tenho muito orgulho da minha trajetória e agradeço a Deus por ter me permitido chegar até aqui”, destaca Juliana.
Ao longo dos anos, a educadora perdeu as contas de quantos alunos passaram por sua sala de aula. Hoje, uma de suas maiores alegrias é encontrar antigos estudantes que fazem questão de agradecer pelos ensinamentos recebidos. Para ela, esse reconhecimento é uma recompensa que dinheiro nenhum pode comprar, pois demonstra que o trabalho desenvolvido em sala de aula deixou marcas positivas na vida de muitas pessoas.
“É muito gratificante encontrar ex-alunos e ouvir deles palavras de carinho e agradecimento. Às vezes, a gente nem imagina o quanto um conselho ou um ensinamento pode fazer diferença na vida de alguém. Ser professora não é apenas ensinar conteúdos, mas também orientar, incentivar e ajudar os alunos a acreditarem em um futuro melhor. Mesmo depois de tantos anos, continuo sentindo alegria em entrar na sala de aula. Se eu pudesse começar tudo novamente, escolheria ser professora outra vez”, afirma.
Na vida pessoal, Juliana compartilhou muitos anos de sua história com o esposo, Édson Sabóia, falecido em 2025. Sua caminhada também foi marcada por desafios, superação e responsabilidades familiares, enfrentados com a força de quem encontrou na educação um caminho para transformar a própria realidade.
Neste Dia dos Professores, a homenagem é para Juliana Santos e para todos os educadores que dedicam suas vidas à formação de outras pessoas. De servente a professora, ela construiu um legado que ultrapassa os limites da sala de aula e permanece vivo nas lembranças e conquistas de seus alunos. Em Sena Madureira, sua história representa o valor de uma profissão que transforma vidas e ajuda a construir o futuro de toda uma sociedade.


















