O desrespeito aos direitos dos trabalhadores vem crescendo de forma constante na gestão municipal de Porto Walter, especialmente no que se refere à categoria da Educação. Profissionais relatam o não cumprimento de garantias trabalhistas, com cortes e suspensão de pagamentos sem qualquer explicação oficial.
Um dos principais pontos de reclamação é a chamada sexta parte do salário, benefício a que muitos servidores têm direito. O pagamento foi suspenso nos meses de novembro e dezembro de 2025, voltou a ser pago apenas para alguns profissionais em janeiro e fevereiro de 2026, e a partir de então foi interrompido novamente para todos que se encaixam nos requisitos para recebê-lo — tudo sem nenhum comunicado ou justificativa por parte da administração municipal.
Além disso, há também a falta de pagamento das férias devidas aos trabalhadores da categoria. A situação não afeta apenas uma pessoa, mas dezenas de profissionais, que veem sua renda comprometida e enfrentam sérias dificuldades financeiras para manter o sustento de suas famílias. Quando procuram informações sobre quando os valores serão liberados, recebem apenas respostas vagas, sem data definida nem garantia de pagamento.
Diante da gravidade do caso, alguns servidores já procuram o Poder Judiciário para que a situação seja apurada e que sejam tomadas as medidas necessárias para garantir a regularização dos pagamentos e o cumprimento da legislação.
O que deixa a situação ainda mais contraditória é que, ao mesmo tempo em que esses direitos são negados, surgem reconhecimentos que apontam uma suposta boa gestão. Diante disso, fica a pergunta que não quer calar: se os recursos existem, por que não pagam o que é devido aos servidores? O que estão fazendo com o dinheiro público?
Para a categoria, mais do que títulos ou elogios, o que se espera é o cumprimento da lei, o respeito ao trabalho e a transparência na aplicação dos recursos que pertencem a todos.


















