Lideranças da Terra Indígena Kampa do Rio Amônia, em Marechal Thaumaturgo, no interior do Acre, passaram a contar com reforço na segurança após relatarem a presença de indivíduos armados nas proximidades do território. O Exército Brasileiro ampliou o patrulhamento e o monitoramento na região do Alto Rio Amônia diante das ameaças a representantes indígenas.
O acionamento partiu de lideranças da Comunidade Apiwtxa e de representantes de órgãos que atuam na área. Eles relataram, no inicio deste mês, a circulação de pessoas armadas perto da terra indígena. A partir desse alerta, teve início a atuação conduzida pelo Comando de Fronteira Juruá/61º Batalhão de Infantaria de Selva (C Fron Juruá/61º BIS), unidade subordinada à 17ª Brigada de Infantaria de Selva.
Como resposta, militares do 1º Pelotão Especial de Fronteira de Marechal Thaumaturgo executaram patrulhamentos terrestres e fluviais. As equipes também desenvolveram ações de inteligência e monitoramento para dar mais segurança às comunidades e ampliar a presença do Estado na faixa de fronteira.
As atividades passaram a ser desenvolvidas em conjunto com o Grupo Especial de Operações em Fronteira (GEFRON), no âmbito da Operação Ashaninka, coordenada pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp/AC). A ação integrada reforçou o patrulhamento ao longo do Rio Amônia e na área entre Marechal Thaumaturgo e a divisa com o Peru.
Segundo o Exército, a operação tem como objetivos proteger as comunidades indígenas, ampliar os levantamentos de inteligência e contribuir para a prevenção e o combate a crimes transfronteiriços, entre eles o tráfico de drogas, a exploração ilegal de madeira e o garimpo ilegal.
O Comando de Fronteira Juruá/61º BIS informou que mantém o monitoramento permanente da área e atua em parceria com órgãos competentes. A unidade reafirmou o compromisso com a defesa da faixa de fronteira e com a segurança das populações da Amazônia Ocidental.
















