Moradores de Porto Walter, no interior do Acre, relatam uma sequência de furtos e arrombamentos que tem provocado medo e insegurança na cidade. Casas, estabelecimentos comerciais, pequenas barracas de venda de churrasquinho e embarcações estariam entre os alvos. Diante da situação, o trabalhador Carlos Alexandre Ramos dos Santos decidiu fazer um apelo público às autoridades por medidas que garantam mais segurança à população.
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“Eu venho, em nome da população de Porto Walter, pedir ajuda. Não é ajuda financeira, é ajuda para que a gente tenha paz na nossa cidade”, declarou Carlos Alexandre.
Ele trabalha com viagens de lancha e afirma que também sofreu prejuízos recentemente. Segundo o relato, criminosos arrombaram o tanque de sua embarcação, furtaram gasolina e ainda derramaram combustível no local. Para ele, o episódio faz parte de uma situação que vem se repetindo e prejudicando trabalhadores e comerciantes do município.
Carlos Alexandre conta que os furtos acontecem com frequência, principalmente durante a noite, e que os moradores vivem preocupados com a possibilidade de terem suas casas e seus bens invadidos.
“Hoje a gente vive à mercê dos ladrões. É uma cidade pequena, tranquila, mas estamos passando por essa situação. Arrombam lojas, casas, mexem nas embarcações e até nos pontos onde as mulheres vendem churrasquinho”, relatou.
Medo e prejuízos afetam a rotina dos moradores
Segundo Carlos Alexandre, a insegurança tem obrigado famílias a investir em grades, câmeras e outros mecanismos de proteção, mesmo quando isso representa um gasto que não estava previsto no orçamento doméstico. Ele afirma, porém, que nem mesmo os equipamentos de monitoramento têm sido suficientes para afastar os criminosos.
O trabalhador também relata que alguns moradores que vieram de colocações e seringais para viver na cidade teriam decidido retornar às comunidades de origem por não conseguirem conviver com a frequência dos furtos e com o medo de novas invasões.
Outro ponto levantado por ele é a sensação de impunidade. Carlos Alexandre afirma que, na percepção dos moradores, pessoas apontadas como responsáveis pelos crimes voltam a circular pouco tempo depois de serem detidas, e os furtos continuam acontecendo.


















