Após uma turista gaúcha fazer uma denúncia de abuso sexual durante um festival indígena no Acre, a Polícia Civil iniciou a investigações sobre o caso.
De acordo com o g1, o caso ocorreu na madrugada do último dia do Festival Mariri Yawanawa, realizado em Tarauacá, em agosto. A vítima contou que acordou ao perceber um homem tocando seu corpo e afirmou que ele teria tocado suas partes íntimas. De acordo com o depoimento, não teria ocorrido penetração.
No dia seguinte, a vítima foi para a Cruzeiro do Sul e registrou a ocorrência. Ao g1, o delegado responsável pelo caso, José Ronério, disse que a Polícia Civil deve ouvir testemunhas e realizar outros procedimento cabíveis para identificar o suspeito.
Após retornar ao Rio Grande do Sul, a turista afirma que também procurou o Ministério Público para comunicar o caso. Ela disse que decidiu tornar a história pública por recear que a denúncia não tivesse continuidade.
O Povo Yawanawá e a Associação Sociocultural Yawanawá (ASCY) divulgaram uma Nota Pública de Repúdio e Solidariedade após a denúncia de um suposto abuso sexual envolvendo uma visitante durante o Festival Mariri, realizado na Aldeia do Rio Gregório, em território Yawanawá.
Na manifestação, as entidades afirmam que repudiam de forma “profunda e veemente” o episódio e classificam o caso como uma atitude isolada. O posicionamento também busca esclarecer que o homem apontado como suspeito não fazia parte da organização do evento.
Segundo a ASCY, o autor do fato não integra a comissão organizadora, a equipe do festival ou a Aldeia Yawarani. A entidade afirma que a presença dele no local ocorreu exclusivamente na condição de visitante de outra aldeia.
O Povo Yawanawá também destacou que a responsabilidade por qualquer ato de violência deve ser atribuída individualmente a quem o pratica, sem que o episódio seja associado coletivamente à cultura do povo.


















