Dados divulgados pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil) revelam uma realidade preocupante em Cruzeiro do Sul e municípios da região do Vale do Juruá. Entre 1º de janeiro e 30 de outubro de 2025, 190 crianças foram registradas sem o nome do pai no município, o que representa 7% dos 2.572 nascimentos realizados no período — o maior número absoluto do estado.
Logo atrás aparecem Tarauacá, com 47 registros sem o nome paterno (6%), e Feijó, com 32 casos (6%). Já Mâncio Lima e Rodrigues Alves registraram índices ainda mais altos proporcionalmente: 8% dos nascimentos ocorreram sem a presença do nome do pai. Em Porto Walter, foram 2 casos entre 44 nascimentos (5%).
Por outro lado, Marechal Thaumaturgo se destaca positivamente, sem nenhum registro de ausência paterna no período — um dos dois municípios do Acre com esse resultado, ao lado de Santa Rosa do Purús.
No total, o Acre contabilizou 628 crianças registradas sem o nome do pai entre 12.710 nascimentos, o equivalente a 5% do total estadual.
Vale do Juruá em números:
- Cruzeiro do Sul: 2.572 nascimentos / 190 sem o nome do pai (7%)
- Mâncio Lima: 63 nascimentos / 5 sem o nome do pai (8%)
- Marechal Thaumaturgo: 136 nascimentos / 0 sem o nome do pai (0%)
- Porto Walter: 44 nascimentos / 2 sem o nome do pai (5%)
- Rodrigues Alves: 12 nascimentos / 1 sem o nome do pai (8%)
- Tarauacá: 831 nascimentos / 47 sem o nome do pai (6%)
- Feijó: 541 nascimentos / 32 sem o nome do pai (6%)
- Jordão: 253 nascimentos / 9 sem o nome do pai (4%)



















