O Acre encerrou o ano de 2024 sem registrar homicídios de crianças de até 4 anos de idade. A informação foi divulgada no Atlas da Violência 2026 e representa uma redução de 100% em comparação com 2023, quando a taxa era de 4 homicídios por 100 mil habitantes nessa faixa etária.
O resultado coloca o estado entre os destaques positivos do levantamento e reforça os avanços observados na proteção da primeira infância. Os dados foram elaborados com base em informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM).
A série histórica mostra que os índices oscilaram ao longo da última década. Em 2014 e 2015, a taxa era de 2,4 homicídios por 100 mil habitantes. Em 2016, o Acre também havia alcançado índice zero. Nos anos seguintes, os números variaram entre períodos de crescimento e redução, até voltarem a zerar em 2024.
Apesar do avanço entre as crianças mais novas, os dados indicam que a violência letal contra menores de idade ainda exige atenção. Entre crianças e adolescentes de 5 a 14 anos, a taxa de homicídios passou de 0,6 por 100 mil habitantes em 2023 para 1,3 em 2024.
Mesmo com o aumento registrado no último ano analisado, o índice permanece abaixo dos níveis observados em grande parte da série histórica. O pico ocorreu em 2018, quando a taxa chegou a 5,3 homicídios por 100 mil habitantes. Desde então, os números apresentaram tendência de queda.
Na comparação entre 2014 e 2024, o Acre acumulou redução de 40,9% nos homicídios registrados entre crianças e adolescentes de 5 a 14 anos, demonstrando uma melhora gradual ao longo da década.
Em âmbito nacional, o Atlas da Violência aponta que o Brasil registrou 179 homicídios de crianças de até 4 anos em 2024, equivalente a uma taxa de 1,4 morte por 100 mil habitantes. Entre crianças e adolescentes de 5 a 14 anos, foram contabilizados 320 homicídios, com taxa nacional de 1,1 por 100 mil habitantes.
Especialistas destacam que fatores como desigualdade social, violência urbana e vulnerabilidade econômica continuam influenciando os índices de violência contra crianças e adolescentes em todo o país. No Acre, os dados revelam avanços importantes, especialmente na faixa etária de até 4 anos, mas reforçam a necessidade de manutenção de políticas públicas voltadas à prevenção e proteção da infância.
Redação Rede Cipó News


















