Elvira Junqueira de Azevedo foi vista pela última vez em fazenda na zona rural de Rio Branco, dias após audiência sobre disputa de terras
O desaparecimento da pecuarista Elvira Junqueira de Azevedo, de 49 anos, completa três meses nesta terça-feira (15), sem informações que indiquem seu paradeiro ou o que teria ocorrido com ela. Natural de São Paulo, Elvira estava no Acre para acompanhar os desdobramentos judiciais de uma disputa pela posse de terras deixadas como herança pelo pai, Roberto Junqueira de Azevedo, morto em 2025.
Ela foi vista pela última vez em 15 de junho, na Fazenda Primitiva, localizada no ramal Barro Vermelho, na zona rural de Rio Branco. O desaparecimento ocorreu cerca de duas semanas após a pecuarista participar de uma audiência relacionada à disputa judicial pela propriedade, realizada em 2 de junho. Segundo o advogado da família, ainda não estão esclarecidos o horário e as circunstâncias em que Elvira desapareceu.
O advogado da família, Benício Dias, afirmou em entrevista à imprensa acreana que o caso segue sendo investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Segundo ele, até o momento não surgiram novas informações capazes de indicar o paradeiro de Elvira ou esclarecer o que aconteceu.
De acordo com Dias, alguns objetos não foram encontrados na residência no momento das buscas, entre eles uma cama, um tanque de lavar roupas e uma motosserra.
O advogado disse ainda não ser possível afirmar se há relação entre o conflito pela posse da propriedade e o desaparecimento. Segundo ele, o terreno tem uma situação fundiária complexa e ampla, com cerca de 200 famílias residindo na região.
A família pede que qualquer informação que possa contribuir para a localização de Elvira seja repassada à Polícia Militar, pelo telefone 190, ou ao advogado Benício Dias, pelo número (68) 99989-0477.



















